Intervalos – Parte 2

Antes de seguir em frente com outros fundamentos musicais, gostaria de sugerir mais algumas dicas de hábitos e estudos sobre intervalos melódicos. Quanto mais intimidade com este assunto, mais simples e prazeroso será o entendimento de todos os aspectos melódicos e harmônicos da música.

Vamos recomeçar a numeração aqui, mas não esqueça que já temos 6 sugestões do post anterior (Intervalos – Parte 1):

  1. Utilizando a técnica de solfejo do “Dó móvel”, cante as melodias de temas e canções. O repertório pode vir da memória e, neste caso, comece com canções simples, como “Parabéns” ou “Cai, cai, balão” e vá aumentando o grau de dificuldade gradativamente. Quando faltar música na memória, há duas coisas a se fazer:
    • Abra qualquer songbook ou livro de partituras e cante as melodias apenas lendo-as.
    • Escute mais músicas!
      • Curiosidade: existem vídeos no Youtube com gente fazendo esse exercício com músicas super-difíceis, vale a pena assistir para se impressionar e se motivar.
  2. Existem websites como o Musictheory.net que contém exercícios de ditado melódico, rítmico e harmônico. Brinque à vontade.
  3. No teclado, toque a progressão ii – V – I (em Dó maior: Dm – G7 – C) e cante qualquer nota da escala cromática. Repita o exercício até se familiarizar com o som de cada nota em relação à tonalidade. Caso tenha dificuldade em cantar algumas notas (você só irá conseguir todas se for bastante experiente), toque-as no teclado antes e repita a nota com a voz. Em seguida, faça o exercício com outra nota para esquecer da última, e tente outra vez sem o auxílio do teclado. Não tenha medo de errar, tente cantar a nota sem muito tempo para reflexão e depois verifique no teclado se você acertou. Se acertou, ótimo, continue assim. Se errou, repita o processo. Essas sonoridades se tornarão bem familiares com o tempo, não desista.
  4. Cante arpejos de todos os tipos de acorde (tríades, tétrades, inversões e tensões). Este exercício facilita a identificação de melodias em acordes diferentes ou estranhos para o seu ouvido. Esteja sempre ciente de qual intervalo está sendo cantado. Cantando uma tríade de Dó maior, por exemplo, cantamos Dó-Mi (uma terça maior) e Mi-Sol (terça menor). Na sua primeira inversão canta-se Mi-Sol (3m) e Sol-Dó (quarta justa). Na segunda inversão, canta-se Sol-Dó (4J) e novamente Dó-Mi (3M). Adicione sétimas e tensões, e continue o exercício com outros tipos de acorde.
  5. Sempre que você ligar qualquer exercício com alguma música, o exercício ganha novo sentido para o nosso cérebro e a memorização auditiva é muito mais rápida e prazerosa. No exercício nº4, por exemplo, se você escolher os acordes de um blues conhecido e trabalhar com eles,  a sua familiaridade aumentará gradativamente tanto com os tipos de acorde como com a própria música.
  6. Seja um compositor! Invente uma melodia qualquer na sua mente e identifique os intervalos.

 

Espero que vocês façam bom uso destas sugestões! Qualquer dúvida é só entrar em contato.

Abraço e até a próxima!

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